O Projeto

O Projeto Eco-Eletro

O Projeto Eco-Eletro – Reciclagem de Eletrônicos foi desenvolvido pelo Instituto GEA, em parceria com o LASSU – Laboratório de Sustentabilidade, vinculado ao CCE (Centro de Computação Eletrônica) da Escola Politécnica da USP – Universidade de São Paulo.

Enviado à Seleção Pública Petrobras de projetos sociais – Programa Desenvolvimento e Cidadania, em 2010, da qual participaram 5.183 projetos, foi um dos 113 contemplados para recebimento de patrocínio.

O projeto visou aumentar a renda dos catadores de materiais recicláveis da Capital e de municípios da região metropolitana (Diadema, Guarulhos, Mauá, Ribeirão Pires, São Bernardo do Campo, São Paulo), além de evitar que o lixo eletrônico fosse descartado em locais inadequados, prejudicando a natureza.

A iniciativa surgiu a partir do trabalho do GEA com os catadores e da observação de que esse tipo de resíduos chegava às cooperativas e era tratado de maneira inadequada, por falta de conhecimento sobre o assunto. Com isso, os catadores corriam risco de contaminação pelos elementos tóxicos contidos nos eletrônicos, além de não conseguirem alcançar bons preços na sua venda.

Separar e classificar o lixo eletrônico por tipo de material e encaminhá-lo para diferentes empresas de reciclagem especializadas pode render aos catadores até 100 vezes mais, em algumas peças, que a antiga forma de tratamento.

As ações do projeto previram que os catadores recebessem treinamento para selecionar peças de informática que tenham valor agregado. O projeto habilitou os catadores de diversas comunidades das cidades envolvidas a trabalharem com lixo eletrônico, expandindo seu mercado de atuação, melhorando sua renda e garantindo que o lixo eletrônico obtido tivesse um destino adequado do ponto de vista ambiental.

Os treinamentos ocorreram no CEDIR (Centro de Descarte e Reuso de Resíduos de Informática), do Laboratório de Sustentabilidade da USP, sob orientação e supervisão da sua equipe técnica. Esse centro, que funciona em um galpão na Cidade Universitária, no Butantã, em São Paulo, tem a finalidade de coletar e destinar adequadamente resíduos eletrônicos, possuindo completa infraestrutura de equipamentos e corpo técnico de excelência.

Foram atendidos pelo projeto tanto os grupos conveniados com as prefeituras, quanto os que atuavam com menor infraestrura, mas que apresentavam condições mínimas para coleta, triagem e comercialização de lixo eletrônico.

Foram oferecidos cursos para 10 cooperados por mês durante 18 meses.

As principais ações previstas são:

  • Realização de 18 cursos teóricos (um por mês, a partir de abril de 2011), com duração de uma semana (20 horas);
  • Realização de estágio prático, na semana posterior ao curso teórico, nas instalações do CEDIR (40 horas);
  • Visitas técnicas às cooperativas de origem dos alunos, para acompanhamento e monitoramento técnico da operação do tratamento de lixo eletrônico em seus locais habituais de trabalho;
  • Implantação de 18 núcleos de tratamento de lixo eletrônico nas cidades envolvidas, para tratamento e comercialização do produto selecionado em rede;
  • Disseminação de informações à população sobre lixo eletrônico, pois haverá a disponibilização de 10 vagas gratuitas por curso, como ouvintes, para cidadãos, apoiadores de cooperativas, ONGs e outras instituições da sociedade civil interessados no tema.

A implantação do projeto tornou viável a união entre os conhecimentos gerados em uma das mais prestigiadas universidades do país e um dos segmentos mais carentes de nossa sociedade, os catadores, que de maneira geral possuem pouca ou nenhuma escolaridade.

O projeto pretendia também inserir os catadores como parte integrante do mercado de reciclagem de lixo eletrônico, atendendo a diversos artigos da nova Política Nacional de Resíduos Sólidos, regulamentada no final do ano de 2010.

Para mais informações sobre o projeto, entre em contato com o Instituto GEA, telefones (11) 3058-1088 e (11) 99310-5510 e endereço eletrônico contato@institutogea.org.br.