O lixo eletrônico é perigoso?

Conheça as cooperativas participantes

Os equipamentos eletroeletrônicos são todos aqueles que dependem de corrente elétrica ou de campos magnéticos para funcionar, como computadores, celulares, aparelhos de som e outros que utilizamos cotidianamente. Todos eles são compostos por diversas substâncias, entre elas o plástico, o vidro, o alumínio e também por elementos químicos dos mais variados tipos.

Enquanto está fechado, completo, o equipamento eletrônico não apresenta risco à saúde dos usuários. Assim, um computador, um televisor ou uma impressora não são materiais perigosos para serem utilizados em casa ou no escritório.

O perigo de contaminação ocorre quando os componentes internos são expostos, quando o equipamento se transforma em sucata, e não é manipulado de forma correta. Por isso, é preciso evitar a abertura de aparelhos eletrônicos, pois há inclusive perigo de haver uma descarga elétrica, mesmo que o equipamento esteja desligado.

A sucata eletrônica possui mais de 20 tipos de componentes que podem ser extremamente prejudiciais à saúde e ao meio ambiente. Chumbo, arsênio, mercúrio, cobre, cádmio, cromo, zinco e níquel são alguns dos exemplos de metais pesados existentes nos resíduos de equipamentos eletrônicos, e que podem resultar na contaminação do espaço e das pessoas que fazem a sua manipulação, como os envolvidos na reciclagem desses equipamentos.

Os efeitos no organismo podem ser inúmeros, e vão desde a obstrução de vasos sanguíneos, elevação da pressão arterial, acúmulo das substâncias nos rins, pâncreas e pulmões, até anemia, intoxicação e, dependendo da quantidade, muitos elementos são cancerígenos e letais.

Para impedir esses riscos, toda a manipulação, processamento e armazenamento do lixo eletrônico devem ser realizados com os equipamentos adequados e sob orientação técnica. É nesse sentido que o Instituto GEA, por meio do Projeto Eco-Eletro Fase II, orienta e capacita catadores de lixo para manusearem e tratarem adequadamente esses resíduos.

Esses resíduos não devem, em hipótese alguma, ser depositados diretamente na natureza, como em aterros sanitários, por exemplo, pois contaminam a água, o solo e podem até afetar os lençóis subterrâneos e acumular-se em animais. Menos ainda se deve descartar resíduos eletrônicos na rua ou junto com o lixo comum, pois essa atitude pode acarretar problemas ambientais e contaminações diversas.

É imprescindível que eles sejam descartados corretamente, apenas em locais autorizados e que, preferencialmente, os equipamentos eletrônicos sejam enviados a cooperativas de reciclagem capacitadas para fazer essa coleta. Além de evitar a contaminação, gera-se renda para esses trabalhadores.